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Na cena II de Hamlet, a Rainha consola o príncipe sobre a morte de seu pai, lembrando-o de que a morte é uma coisa vulgar e inevitável, portanto sofrer prolongadamente por isso é uma estupidez. Na sequência seu tio vai além e desenvolve ainda mais a idéia.

Nessa hora lembrei-me de meu tio, que meses antes de falecer, estava completamente envolvido em Shakespeare e tentava de toda forma me criar o desejo de ler as obras do inglês. Eu estava em outra. Mas lembro claramente de seu entusiasmo explicando as peças e falando sobre os livros que havia comprado na Amazon e que esperava chegar.

Gostaria de fazer-lhe um monte de perguntas referente aos textos agora. Mas agora ele já não mais está aqui. Se foi. Passou.

Gostaria de ter a sabedoria de Hamlet e não me importar com o inevitável, mas é inevitável. Sinto falta dos mortos e dos vivos que se foram. Sinto falta do bem que eles faziam à mim. Uma saudade egoísta, eu sei.

O fim de tudo é inevitável. Inevitável como a saudade do tolo

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